Caso investigado em Chapadão do Sul acende alerta sobre abuso infantil e proteção de adolescentes.

Caso investigado em Chapadão do Sul acende alerta sobre abuso infantil e proteção de adolescentes.

Uma operação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul realizada nesta terça-feira (2) gerou forte repercussão em Chapadão do Sul e trouxe novamente à discussão um tema que preocupa famílias, educadores e autoridades: a proteção de crianças e adolescentes contra situações de abuso, exploração e violência.

 

A ação foi conduzida pela Unidade de Investigação de Crimes Cibernéticos (UICC) do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), em conjunto com a 2ª Promotoria de Justiça de Chapadão do Sul, durante mais uma fase da Operação Infância Segura.

 

De acordo com informações divulgadas oficialmente pelo MPMS, foi cumprido mandado de prisão e de busca e apreensão em decorrência de uma investigação criminal que apura supostos crimes de assédio sexual, armazenamento de material de abuso sexual infantil, fornecimento de bebida alcoólica a crianças e adolescentes e fraude processual.

 

Durante a operação, foram apreendidos diversos objetos que poderão auxiliar no andamento das investigações, entre eles narguilés, cigarros eletrônicos e outros materiais relacionados aos fatos investigados.

 

Segundo o Ministério Público, a atuação da Unidade de Investigação de Crimes Cibernéticos integra a política institucional de proteção integral de crianças e adolescentes, especialmente nos ambientes escolar e digital.

 

 RELATOS DE EX-ALUNA AUMENTAM A REPERCUSSÃO DO CASO

 

Durante a apuração realizada pelo Rede Oficial, a reportagem conversou com uma ex-aluna que afirmou conhecer a situação investigada. Por receio de exposição, ela pediu que sua identidade fosse preservada.

 

Segundo a jovem, a notícia da operação não causou surpresa.

 

> "Acho até que demorou. Não me surpreende, não."

 

A entrevistada também afirmou que o investigado supostamente comercializaria dispositivos eletrônicos para fumar, conhecidos popularmente como "pods".

 

Ainda segundo seu relato, haveria convites para encontros na residência do investigado, onde adolescentes participariam de sessões de narguilé.

 

As informações relatadas pela ex-aluna foram obtidas durante a apuração jornalística e, até o momento da publicação desta matéria, não constam entre os fatos oficialmente confirmados pelas autoridades responsáveis pela investigação.

fonte: redeoficial.com.br